domingo, 23 de novembro de 2014

ALGUNS PRINCÍPIOS DO VIVER CRISTÃO

A vida cristã deve se basear em princípios divinos, para que ele possa gozar dos privilégios e exercer com amor os deveres impostos a todos os cristãos é imprescindível viver de acordo com os princípios estabelecidos por Deus.
A seguir apresentaremos alguns princípios de Deus que devem ser observados pelos cristãos:
a)    Não se ponha em jugo desigual
Não se ponham em jugo desigual com descrentes. Pois o que têm em comum a justiça e a maldade? Ou que comunhão pode ter a luz com as trevas? (2 Coríntios 6:14).
b)    Submete-se às autoridades
Todos devem sujeitar-se às autoridades governamentais, pois não há autoridade que não venha de Deus; as autoridades que existem foram por ele estabelecidas. Portanto, aquele que se rebela contra a autoridade está se colocando contra o que Deus instituiu, e aqueles que assim procedem trazem condenação sobre si mesmos. (Romanos 13:1-2)
c)     Honre os pais
Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, pois isso é justo. "Honra teu pai e tua mãe", este é o primeiro mandamento com promessa: "para que tudo te corra bem e tenhas longa vida sobre a terra". (Efésios 6:1-3)
d)    Eduque os filhos no caminho do Senhor.
Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele. (Provérbios 22:6)
Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor. (Efésios 6:4)
e)     Seja solidário
Todos os que criam, estavam unidos e tinham tudo em comum, e vendiam as suas propriedades e bens e os repartiam por todos, conforme a necessidade de cada um. Diariamente perseverando unânimes no templo, e partindo pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e tendo a simpatia de todo o povo. Todos os dias acrescentava-lhes o Senhor os que se iam salvando. (Atos 2:44-47)
f)       Viva em unidade
Pois assim como temos muitos membros em um só corpo, e todos os membros não têm a mesma função; assim nós, sendo muitos, somos um só corpo em Cristo, mas individualmente somos membros uns dos outros. (Romanos 12:4-5)

g)     Seja irrepreensível
Esforça-te para te apresentar diante de Deus aprovado como obreiro que não tem de que se envergonhar, e que manejas bem a palavra da verdade. (2 Timóteo 2:15)

Por fim, lembremos que os fundamentos basilares da nossa fé estão descritos nas sagradas escrituras, portanto, devemos diarimente ler e meditar na palavra do Senhor. Fazendo assim compreenderemos qual seja a boa, perfeita agradável vontade de Deus para nossas vidas.

PRIVILÉGIOS E DEVERES DE TODO CRISTÃO

1.1.            Privilégios da vida cristã
É de suma importância que o novo cristão compreenda o imenso privilégio que ele adquire ao tomar a decisão por Jesus, aqui enumeramos, dentre outros, alguns privilégios em sermos cristãos:
a)     Tornar-se filho de Deus (Mateus 1:12; Gálatas 4:5-7);
b)     Alcançar a salvação e a vida eterna pela graça de Deus (Efésios 2:8-9; João 6: 40);
c)      Ser justificado e viver em paz com Deus (Romanos 5:1);
d)     Desfrutar da companhia do Espírito Santo (João 14:16);
e)     Pertencer a família de Deus (Efésios 2:19);
f)       Adquirir nova cidadania no céu (Filipenses 3:20);
g)     Ter em Deus refúgio e socorro em todos os momentos (Salmos 46:1);
h)     Ser revestido de autoridade (Lucas 10: 19);
i)       Ter livre acesso a Deus e entrar no lugar Santo dos Santos pelo sangue de Jesus (Hebreus 10: 19).
Lembramos que há muitos outros privilégios não relatados aqui, mas que alcançamos pela infinita misericórdia de Deus, por meio de sua graça, no momento em que tomamos a decisão de servir a Deus verdadeiramente.

1.2.            Deveres de todo cristão

Há também deveres a serem observados, imprescindivelmente, por aqueles que professam a fé em Cristo Jesus, dentre os quais, os que foram relacionados pelo apóstolo Paulo na carta aos Romanos capítulo 12:9-21:


a) Amar genuinamente o próximo. “O amor não seja fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem” (v. 9);
b) Ser cordial e honrar as pessoas. “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (v. 10);
c) Servir com alegria. “Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor” (v.11);
d) Ser paciente e perseverante. “Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração” (v.12);
e) Ser hospitaleiro. “Comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade” (v. 13);
f) Abençoar. “Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis” (v.14);
g) Participar das alegrias e tristezas. Alegrai-vos com os que se alegram; e chorai com os que choram (v.15);
h) Andar em humildade. “Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos” (v.16);
i) Ser bondoso e honesto. “A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens” (v. 17);
j) Viver em paz. “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (v. 18);
k) Confiar em Deus. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor (v. 19);
l) Agir com graça e misericórdia. Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça (v.20);
m) Ser benigno. “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (v. 21).

Certamente se agirmos dessa maneira, jamais desagradaremos a Deus, pelo contrário, faremos aquilo que Ele deseja para nossas vidas, e ainda, seremos recompensados por isso.

Deus seja contigo!

E AGORA QUE SOU DE CRISTO?

Depois de tomar a decisão por seguir Jesus, o cristão pode ser comparado a uma criança recém-nascida, que necessita de cuidados. Por isso, faz-se necessário iniciar o processo do discipulado na vida do novo convertido, lembrando-o que a conversão deve ser um ato contínuo em sua vida.
Mas o que de fato é a conversão? Podemos afirmar que a conversão é a mudança de direção. Aquele que outrora estava voltado exclusivamente para as coisas terrenas, o mundo, após a conversão passa a se voltar para as coisas do alto, para Deus.
João Batista pregava uma mensagem de conversão radical, ele era enfático em condenar o pecado, para que se tenha ideia ele interrogava seus ouvintes dizendo: “raça de víboras quem vos ensinou a fugir da ira vindoura?” (Lucas 3.7), e muitos eram convertidos e batizados.
No entanto, alguns cristãos não sabem que direção tomar após sua conversão e o consequente batismo nas águas. Isso deve estar bem claro na mente de novo convertido ao Senhor Jesus.
Entre outras coisas o cristão deve exercer a misericórdia, que significa colocar-se no lugar da pessoa que está sofrendo, passando por dificuldade, em provação. Em Mateus 25:35 Jesus nos ensina o que é misericórdia: Porque tive fome, e me destes de comer; tive sede, e me destes de beber; era forasteiro, e me hospedastes”.
Outra coisa que todo cristão deve fazer, bem como o novo convertido é testemunhar sua conversão. Primeiramente, o testemunho deve ser na sua família depois, no trabalho, na escola, e finalmente nos asilos, orfanatos, hospitais, presídios e aos “confins da terra”. (Atos 1:8)
 O cristão deve agir com justiça, Jesus nos ensinou a ser justos, sinceros e honestos: “seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mateus 5.37) e nos negócios “Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Lucas 20.25).
Ser justo é dar testemunho de vida, não significa ter a presunção de se ver ou se colocar como o mais correto que as outras pessoas. Sabendo que, “como está escrito: Não há justo, nem um sequer” (Romanos 3.10), mas com a convicção de só podemos ser justos porque fomos “justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3.24).
Além de termos a obrigação de sermos corretos e verdadeiros em nossas palavras. Seja honesto nos seus negócios. Seja fiel em tudo, seja bom pagador, simplesmente não compre o que não pode pagar, pois “mais vale o bom nome do que as muitas riquezas” (Provérbios 22.1). Lembre-se que o cristão verdadeiro revela em si o caráter de Cristo.
Outro ponto importante, após a conversão é tomar uma atitude de viver em humildade, importante ressaltar que humildade não significa ter poucas posses, mas uma postura diante das pessoas independente de sua condição financeira, ou posição social.  Aprendemos em Filipenses 2:3 como agir com humildade: “Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo”.

Nesse sentido, a conversão genuína se reflete em um viver na prática da misericórdia, em um proceder justo e o caminhar em humildade.

Deus vos abençoe!

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

PROVADOS NO FOGO

As provações e tribulações fazem parte da vida Cristã. Todos os dias somos provados em nossa fidelidade a Deus, certamente Ele tem um propósito específico em cada uma delas, nos perfeiçoar. O salmista menciona que: Antes de ser afligido andava errado; mas agora tenho guardado a tua palavra”. (Salmos 119:67)
Nosso irmão Tiago nos ensina que devemos considerar motivo de grande alegria quando passarmos por provações: “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma”. (Tiago 1:2-4)

O Cristão é provado no fogo para que a glória de Cristo se manifeste nele, em 1 Pedro 4:12-13 nos diz: Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar, como se algo estranho lhes estivesse acontecendo. Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria.


E ainda, Jó em sua provação afirmou que: “Porém ele sabe o meu caminho; provando-me ele, sairei como o ouro”. (Jó 23:10). 
O Senhor está nos adestrando para algo maior, lembremos das provações de José no Egito (Gênesis 39 em diante), ele foi vendido como escravo pelos próprios irmãos, foi preso, e depois se tornou príncipe em uma terra estrangeira e foi usado por Deus para preservar a linhagem de Israel.
Observemos as provações sofridas por Daniel, o profeta foi lançado em uma cova cheia de leões e ainda nos diz que: “Daniel prosperou durante os reinados de Dario e de Ciro (Daniel 6), e o Deus de Israel o livrou da boca dos leões sem que que tivesse um arranhão.
Os amigos de Daniel, Ananias, Misael e Azarias foram lançados em uma fornalha de fogo ardente, aquecida sete vezes mais que era costumeiramente, porém o próprio Senhor esteve com Eles na fornalha, e nem se quer as suas roupas foram queimas, e ainda o Rei lhe colocou nas melhores posições nas províncias da Babilônia (Daniel 3).
A bíblia nos apresenta muitas outras vitórias daqueles que confiaram no Senhor em meio as tribulações. Mas um registro histórico fora das escrituras sagradas nos chama a atenção, se encontra no Livro do Mártires, no qual lemos a seguinte passagem: “O ‘discípulo amado’ era irmão de Tiago o Maior. [...] Foi enviado de Éfeso a Roma, onde se afirma que foi lançado num caldeiro de óleo fervendo. Escapou milagrosamente, sem dano algum”. (FOX, John. 2008).
Certo é que Deus guarda o seu povo nas tribulações. E ainda que seja grande a provação o Senhor é quem nos livra.  “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor o livra de todas”. (Salmos 34:19). Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33).

Que o Deus de Paz te guarde nas provações!

COMPROMISSO

“Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.” (Mateus 6:21)
Você já parou para pensar, porque Jesus fez essa afirmação? No contexto dessa mensagem nosso Senhor falava sobre diversos assuntos, oferta, jejum, oração, perdão, enfim orientações ensinadas no conhecido sermão do monte. O que chama a atenção nessa palavra, é a profundidade que ela alcança.
O que você tem de mais precioso? Em que se constitui o seu tesouro? A verdade é que, por meio dessa palavra o Senhor nos chama ao compromisso. Certamente em nossa vida sempre estamos estabelecendo compromissos em diversas áreas como: trabalho, escola, família, amigos, entre outros. E quando aceitamos a Cristo, não é diferente, assumimos um compromisso com Ele.
É impressionante, que todos querem ser abençoados, mas poucos desejam compromisso, responsabilidade. As pessoas querem “orçamentos sem compromisso” e relacionamentos sem compromisso. No Reino de Deus não assim. Em Gálatas 2.20 está escrito: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a pela fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim”.
Nosso Deus é um Deus de compromisso. Ele está comprometido conosco 24 horas. A bíblia está repleta de promessas do Senhor para nossas vidas. “... e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. (Mateus 28:20). E nós? Quanto tempo estamos comprometidos com Deus?
Devemos ter compromisso com a obra de Deus. A falta de compromisso a obra ocorre pela falta de amor e o entendimento de que isso é um privilégio, e ainda mais, que sobre nós pesa esta responsabilidade, como escrito em 1 Coríntios 9:16: Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!”.
Alguns irmãos pensam que a responsabilidade, e o compromisso com a obra deve ser somente do pastor ou do líder, e esquecem que cada um deverá prestar contas diante de Deus, individualmente. “Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo, para que cada um receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou mal.” 2 Coríntios 5:10
Também devemos ter compromisso com nossos irmãos. A igreja foi instituída por Deus para vivermos em comunhão. Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.” (Colossenses 3:13).                        
            Finalmente, há outro compromisso que precisamos observar, o compromisso com a nossa liderança. O primeiro deles é ser submisso a autoridade que foi constituída por Deus (Romanos 13), mas só podemos ser submissos a liderança se a reconhecemos como tal.
Coopere com a liderança para facilitar o trabalho deles, ore por eles, principalmente por vossos pastores. “Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil.” (Hebreus 13:17).

Como está o seu compromisso com Deus?

POR QUE SER CRISTÃO?

Certamente, essa pergunta parece desnecessária para aqueles que compreendem o grande amor de Deus, amor tal que o fez dar o seu único filho para morrer pela humanidade, mas para grande parte da humanidade essa é uma pergunta difícil de se responder.
Você compreende a dimensão exata de que ser Cristão não é um fardo, mas sim um grande privilégio? Se a resposta for sim, é preciso também entender que além desse privilégio, sobre nós pesa uma grande responsabilidade anunciar o evangelho.
Está escrito em 1 Coríntios 9:16: Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!”.
Por isso, nós que fomos chamados pelo Senhor Jesus, que nos tirou das trevas para sua maravilhosa luz, para sermos a luz do mundo, portanto, precisamos deixar Cristo brilhar em nossas vidas, por meio do nosso testemunho. (Mateus 5:14).
Em 1 Pedro 2:9 diz: "Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.
Para compreendermos ainda mais o motivo do nosso chamado, o apostolo Paulo nos alerta em Filipenses 2:15, “para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo”.
Nesse sentido, eu e você temos a marca de Cristo, por isso nosso viver necessita ser irrepreensível, de sorte que as pessoas vejam a glória de Deus manifesta em nós para que o mundo creia que Jesus é o Senhor para glória de Deus Pai.
O que te leva a professar a fé em Cristo? O que há de tão especial em ser cristão? Qual o diferencial entre os discípulos de Jesus e os seguidores de outras religiões? Estas perguntas são feitas a todo o momento por diferentes grupos de pessoas.
Para nós os Cristãos, há uma resposta comum: porque Jesus é único caminho para a vida eterna, Ele mesmo disse: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim”. (João 14:6). Noutro momento o apostolo Pedro, imbuído na verdade divina, afirmou: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna”. (João 6:68).
A diferença entre os discípulos de Jesus e os seguidores de outras religiões é que todos os outros líderes religiosos estão mortos, e o nosso Cristo vive. Porque se Cristo, assim como Maomé, Confúcio, e muitos outros líderes religiosos, não tivesse ressuscitado, vã seria nossa pregação, e também é vã a vossa fé. (1 Coríntios 15:14



Que o Deus de paz abençoe sua vida!

BREVE SÍNTESE DO CRISTIANISMO


A igreja de Cristo nasceu antes da fundação do mundo, ela nasceu no coração de Deus no princípio de tudo. No entanto, para efeitos históricos e contextuais, podemos dizer que a igreja Cristã nasce no momento em que o Senhor Jesus completa sua obra redentora na terra.  No texto do evangelho de Mateus capítulo 16:13-18, o Espírito Santo revela ao apóstolo Pedro que Jesus Cristo é o Messias, Ele também revela o propósito de constituir sua igreja, a qual seria edificada Nele mesmo.
E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela;

Para compreendermos a história da Igreja necessitamos primeiramente compreender quem foi Jesus. Nesse aspecto, o escritor Flávio Josefo, na sua obra “História dos Hebreus” descreve maravilhosamente a pessoa de Cristo, e sua missão de resgatar a humanidade.
Nesse mesmo tempo, apareceu JESUS, que era um homem sábio, se é que podemos considerá-lo simplesmente um homem, tão admiráveis eram as suas obras. Ele ensinava os que tinham prazer em ser instruídos na verdade e foi seguido não somente por muito judeus, mas também por muitos gentios. Ele era o CRISTO. Os mais ilustres dentre os de nossa nação acusaram-no perante Pilatos, e este ordenou que o crucificassem. Os que o haviam amado durante a sua vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas haviam predito, dizendo também que ele faria muitos outros milagres. É dele que os cristãos, os quais vemos ainda hoje, tiraram o seu nome.

Encontramos no Livro a “História do Cristianismo” que a seguinte passagem: “A história da Igreja de Deus tem sido sempre, desde a era apostólica até o presente, a história da graça divina no meio dos erros dos homens. Muitas vezes se tem dito isso, e qualquer pessoa que examine essa história com atenção não pode deixar de se convencer que assim é”. (KNIGHT, A. E.; ANGLIN, W).
Certamente, a bíblia apresenta uma história fidedigna da Igreja de Cristo, as escrituras jamais esconderam os erros, a inimizade, as contendas, as iras, as brigas e as discórdias, bem com outros males, é possível observar essas situações nas Epistolas do Novo Testamento, assim como lemos em 1 Coríntios 11:16-19:
Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem tampouco as igrejas de Deus. Nisto, porém, que vou dizer-vos não vos louvo; porquanto vos ajuntais, não para melhor, mas para pior. Porque, antes de tudo, ouço que quando vos ajuntais na igreja há entre vós dissensões; e em parte o creio. E até importa que haja entre vós facções, para que os aprovados se tornem manifestos entre vós.

Assim também, o Novo Testamento nos relata um crescimento considerável da igreja primitiva, em especial no Livro de Atos dos Apóstolos lemos que:
De sorte que foram batizados os que receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas; e perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitos prodígios e sinais eram feitos pelos apóstolos. Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. E vendiam suas propriedades e bens e os repartiam por todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus, e caindo na graça de todo o povo. E cada dia acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos. (Atos 2:41-47)

No entanto, é importante mencionar que o Cristianismo sobreviveu a inúmeras perseguições e por vezes os nossos primeiros irmãos foram desafiados a abandonar a fé. Mas em tudo Deus foi com eles e lhes deu vitória, ainda que na morte foram vencedores. Como está escrito em Filipenses 1:21: “Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro”. 
Ainda no Livro “História do Cristianismo” lemos uma citação ao escritor Tácito, o qual assim descreveu sobre as perseguições aos cristãos na época de Nero:
Alguns foram vestidos com peles de animais ferozes, e perseguidos por cães até serem mortos; outros foram crucificados; outros envolvidos em panos alcatroados (cobertos), e depois incendiados ao pôr-do-sol, para que pudessem servir de luzes para iluminar a cidade durante a noite. Nero cedia os seus próprios jardins para essas execuções e apresentava, ao mesmo tempo, alguns jogos de circo, presenciando toda a cena vestido de carreiro, indo umas vezes a pé no meio da multidão, outras vendo o espetáculo do seu carro.

Em suma, todas as atrocidades e injustiças cometidas contra os primeiros Cristãos não foram capazes de esfriar a fé em Cristo, pelo contrário, fez crescer ainda mais o número de Cristãos no mundo desde a igreja primitiva até os dias atuais. Em Atos 5:14 temos se lê:e cada vez mais se agregavam crentes ao Senhor em grande número tanto de homens como de mulheres”.
Ao longo de toda a história da igreja, as palavras de Jesus têm alimentado a esperança da glória em cada crente: “Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo.” (João 16:33).

Por isso, sobre nós pesa uma grande responsabilidade, difundir o cristianismo e principalmente, o amor de Deus, pois muitos morreram para que nós pudéssemos professar a fé que temos em Jesus Cristo.

Que o Deus de Paz nos abençoe!