sexta-feira, 13 de março de 2015

10 Coisas Importantes: "De pais para filhos"


Gostaria de compartilhar com vocês algo muito interessante que li em um pequeno livro chamado "De pais para filhos" de LeRoy C. Dugan, nele o autor aponta 10 coisas que devemos fazer para deixar aos filhos e netos um legado inesquecível.
Algumas dessas coisas são na verdade importantes princípios esquecidos por muitas pessoas, mas que certamente, quando observados podem fazer uma grande diferença às pessoas que amamos, principalmente aos filhos e netos.

Primeiro Legado: Amar a Cristo.
O autor tem como ponto de partida a seguinte indagação, o que devemos deixar aos nossos filhos? Ele começa falando do dinheiro, que com toda certeza será muito importante, mas provavelmente não será o maior legado que podemos deixar. Sobre o tema afirma Dugan:
Se eu deixar milhões de dólares para meus descendentes, não darei a eles nada de valor duradouro.
Se, porém, eles lembrarem, mesmo nos momentos mais terríveis de sua existência, que o pai/avô amava acima de tudo o Filho de Deus que dá a vida, terei plantado na mente deles um exemplo de valor permanente, que fará com que se lembre da brevidade da vida e da importância de se apegar ao Salvador.

Segundo Legado: Amar o cônjuge.
Sem sombra de dúvidas esse é um tema muito delicado, pois muitas vezes acreditamos que estamos fazendo sempre o melhor para os nossos cônjuges, mas na prática pisamos na bola muitas vezes. O que lemos no livro mencionado não nos fará cônjuges excelentes, mas nos dará algumas boas dicas de amor e respeito. Nas palavras do autor:
Alguém disse, com muita sabedoria, que melhor coisa que um homem pode fazer por seus filhos é amar a mãe deles.
Abaixo a devoção ao próprio Cristo, esse é, com certeza, o legado mais importante que os pais, podem deixar para os descendentes.
Minha Espiritualidade é do tamanho com que trato minha esposa.
Nenhum destaque público, seja em reuniões de oração, exposição bíblica bem feita ou testemunho fervoroso, serve como critério para essa avaliação obviamente difícil. Posso dedicar à oração, pregar mil sermões, repreender a impiedade de milhares de políticos e lutar até ao dia do juízo final pelos valores da família, mas nada substituirá o simples amor por minha esposa, semelhante ao de Cristo pela Igreja.
Em seguida o autor sugere algumas formas de tornar evidente o amor entre os cônjuges, que são as seguintes:
a)     Jamais critique seu companheiro em público.
b)     Nunca contradiga seu companheiro em público.
c)      Nunca faça uma comparação depreciativa de seu companheiro para outra pessoa.
d)     Não deixe de expressar gratidão pública por tudo que seu companheiro faz.
e)      Não hesite em demonstrar afeto em público. Mãos dadas, beijos discretos e abraços carinhosos proporcionam grandes revelações às crianças que observam o casal.
f)       Diga aos outros que você ama seu companheiro! Declare em palavras!
g)     Sirva seu companheiro com alegria.
h)     Cubra seu companheiro com símbolos de amor. (pequenos presentes que tenham significado de carinho para o casal).
i)       Elogie seu companheiro ao conversar com os filhos.

Terceiro Legado: Senso de humor.
LeRoy C. Dugan menciona neste ponto que há muitas indicações na Bíblia sobre o bom senso de humor, e cita algumas passagens, entre as quais destacamos duas:
“Todos os dias do aflito são maus; mas o coração contente tem um banquete contínuo.” (Provérbios 15:15)
“O coração alegre serve de bom remédio.” (Provérbios 17:22)
O autor nos alerta ainda que:
Uma das tentações da idade é esquecer as coisas alegres e felizes que iluminam nossa vida e remoer o “que poderia ter sido”.

Quarto Legado: Senso de organização.
Nesse Capítulo do livro, Dugan expõe uma brilhante definição de ordem determinada pelo Criador, ele diz que:
Há evidências de organização por toda parte. O Sol nasce se põe todos os dias em horário previsível.
Deus determinou ordem, não apenas no mundo natural, mas também no espiritual.
Logo em seguida o autor nos apresenta alguns fatos que podem acontecer, e que de fato acontece com muitas pessoas e famílias, quando negligenciamos a ordem estabelecida por Deus:
a)     Estabelecemos o caos em nossa vida pessoal.
b)     Estabelecemos o caos na família. A ideia do “cabeça” praticamente desapareceu. As palavras de ordem são “parceria” e “decisão familiar”.
c)      Além do mais, temos mantido o caos como princípio regulador das atividades da casa. Decidimos, há muito tempo, desprezar todo tipo de rotina que resulta de organização, dificilmente fazemos refeições juntos, raramente paramos para desfrutar da companhia uns dos outros em casa, quase nunca oramos juntos e pouquíssimas vezes ficamos juntos na igreja.
Outro ponto, óbvio mas verdadeiro, lembrado pelo autor é “dê atenção a sua aparência”, sobre o que ele afirma:
Acredito que nos arrumaríamos bem para entrar na presença de um membro da realeza. O fato é que ESTAMOS na presença da Realeza... do próprio Deus.
Ele também menciona que “ordem” não tem relação nenhuma com a condição financeira ou posição social. E que uma casa em ordem expressa hospitalidade, já a desordem por sua vez fala o contrário:
“Eu me importo tão pouco com minha família e com você, meu convidado, que nem me dou ao trabalho de deixar minha casa com a melhor aparência possível para recebê-lo”.

Quinto Legado: Integridade.
Nesse aspecto concordo sem reservas com as palavras do autor:Em toda história, nunca houve tanta necessidade de demonstração aberta e decisiva de integridade”. Ele menciona algumas situações em que temos a oportunidade de praticar atos que demonstram integridade:
Cumprir promessas
Poucas coisas minam tanto a confiança na geração mais velha do que deixar de cumprir uma promessa. As palavras “Mas você prometeu!” são o grito angustiado de uma criança para quem o mais velho havia dito que a levaria para pescar, assistir a um jogo ou tomar sorvete e não fez o que prometeu.
Uma promessa tem que ser cumprida, a qualquer custo!
Guardar Segredos
Sei como é fácil desprezar a importância de guardar informações confidenciais de uma pessoa mais jovem. Às vezes, o “segredo” é tão trivial que parece não haver nenhuma consequência grave em revela-lo.
Na verdade, há ocasiões que permitimos se torne objeto de piada [...]
Seguir Regras
Se você dirige sem habilitação ou sempre acima do limite de velocidade permitido para via, está estabelecendo uma base para seu filho, no futuro desrespeitar as leis.
Se você sai da loja sabendo que o funcionário se enganou e lhe deu mais troco do que devia, só há uma opção [...] devolva. (óbvio, mas verdadeiro)
 Jesus viveu sob o poder de um sistema político totalmente pagão, [...]Quando, porém, um discípulo perguntou como pagariam o imposto do templo, Jesus não fugiu à obrigação [...].
As regras no local em que trabalhamos [...] são oportunidades para demonstrarmos integridade!

Sexta Legado: Generosidade.
A Generosidade é um dom de Deus, precisamos colocá-la em prática em nossa vida cotidianamente, o autor do livro “De pais para filhos” nos apresenta algumas coisas com as quais precisamos ser generosos, entre elas destaca, o tempo, as habilidades e o dinheiro, como conforme relata:
Seja generoso com o tempo
Filhos e netos [..] eles precisam do meu tempo. Precisam que eu os ouça, de um ouvido em que possam derramar suas histórias e problemas.
Seja generoso com suas habilidades
O fato é que muitas vezes nossos filhos têm mais talento do que nós. Então, parece que não há nada que possamos fazer melhor do que eles fazem.
Não se menospreze. Você estava por aqui muito antes do dia em que eles chegaram. Aprendeu coisas que eles ainda não sabem.
Seja generoso com o dinheiro
Felizmente, não precisamos ser ricos para fazer doações.
Nesse tema o autor faz importante ponderação, devemos ser generosos, mas não devemos cair no equívoco de diminuir a responsabilidade financeira de ninguém. Por isso, afirma:
Pagar as contas de outra pessoa, perpetuando mau uso do dinheiro, não é ato de amor.
Não doe mais do que a gratidão de quem recebe.

Sétimo Legado: Encorajamento.
Na Bíblia lemos muitas palavras de o encorajamento, mas uma em especial chama minha atenção, está escrita no livro de Josué 1:9 que diz: Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não te atemorizes, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus está contigo, por onde quer que andares”.
O livro “De pais para filhos” reitera a necessidade de incentivar nossos filhos:
Todos sabemos que precisamos receber incentivo.
O incentivo não gera de forma alguma, orgulho. Faz exatamente o oposto.
Os filhos crescem, mas ainda gostam de nossa aprovação. Ainda são nossos filhos, mesmo depois que se casam, e continuam a se deliciar com nossos incentivos.
É um privilégio estar em um ambiente de encorajamento!

Oitavo Legado: Amor ao próximo.
Toda Lei se resume em dois mandamentos: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo. (Lucas 10:27). Por isso não podemos desprezar que o evangelismo é um ato de amor, todavia esse, é um dos aspectos trágicos em algumas famílias cristãs, conforme relata o autor:
Muitos pais transformam suas casas em fortalezas destinadas a proteger seus filhos de ataques de influencias perversas, e jamais se arriscam para trazer outros para a segurança do Reino.
Desafie seus filhos a compartilharem o evangelho em todas as situações.
A oração deve fazer parte do cardápio, em todas as visitas deles.
Se você não tornou o evangelismo parte importante de sua vida, comece logo. Há oportunidades por toda parte!

Nono Legado: Um baú cheio de histórias.
É interessante como todos gostamos de ouvir histórias, seja as contadas nos livros, seja as que assistimos no cinema, até mesmo àquelas que ouvimos de coisas do cotidiano. E nesse livro, o autor traz um fato importante, “o evangelho é acima de tudo, uma história”! Entre outras coisas nos adverte que:
Crianças amam histórias. Devemos aproveitar isso e contar muitas delas.
Espero que você, como eu, tenha começado a contar histórias quando seus filhos eram pequenos. Mas, se não o fez, pode começar agora.
Quem sabe você, leitor, possa estar dizendo a si mesmo que não tem imaginação suficiente para contar histórias. [...] Aconteceram coisas com os pais, ou avós, que nunca ocorrem com as crianças.
Tocante a elas, viemos de um mundo bem diferente. [...] Somos, na verdade, criaturas potencialmente intrigantes, procedentes de outro tempo, que iam a pé para escola, [...] assistiam filmes em preto e branco, usavam máquinas de escrever, comiam sanduíches baratos, [...] vestiam roupas estranhas e escutavam umas coisas chamadas “LPs”. [...] as diferenças podem ser narradas de uma forma que soam como aventuras exóticas!
Suas histórias estão trancadas em sua memória. Liberte-as! Conte aos seus filhos!

Décimo Legado: Um diário de memórias.
No livro de Jó 19: 23-25 lemos: “Quem me dera agora, que as minhas palavras fossem escritas! Quem me dera, fossem gravadas num livro! E que, com pena de ferro, e com chumbo, para sempre fossem esculpidas na rocha. Porque eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra”.
Ao final do livro “De pais para filhos” o autor faz uma bela reflexão sobre a necessidade de registrar nossas crenças e convicções:
As convicções impressas permanecem vivas!
Na verdade, não importa se você é bom escritor. Não importa se o que você escrever vai se transformar em um livro. O que importa é que sua família terá um registro de suas convicções mais profundas, sobre o que é mais importante na vida.
Coloque em forma de diário, cartas ou crônica.
Por fim, em outras palavras, refaço a pergunta do autor no livro, “o que estamos deixando para os nossos filhos e netos?”.

Fica a dica de leitura do livro.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Evangelismo no Centro Socioeducativo Dagmar Feitoza


No ano de 2013 a Igreja Evangélica Shekinah (Igreja Batista Independente de Manaus) passou a realizar um trabalho evangelístico com os internos do Centro Socioeducativo Dagmar Feitoza. 
Este trabalho foi iniciado quando os presbíteros Wendell e Domingos receberam um convite do setor pedagógico deste Centro para apresentar uma programação em Homenagem ao "Dia Internacional da Mulher".

E desde o dia 12 de março de 2013, após oportunidade oferecida pela direção deste Centro Socioeducativo, todas as terças-feiras os homens da Igreja Evangélica Shekinah realizam visitas de cunho evangelístico, contando também com apoio dos irmãos da Igreja Ágape e Congregação Shekinah na Zona Leste.
No mês de Abril daquele ano, foi realizada uma apresentação da peça de Páscoa para os internos daquele Centro, e posteriormente a Igreja Shekinah programou especial de louvor e adoração com a presença de familiares dos internos, educadores, irmãos da Igreja Shekinah, bem como do pastor Alberto Pereira, que naquele dia deu seu testemunho e ministrou a palavra do Senhor.

Muitos resultados positivos têm sido alcançados, alguns jovens confessaram Jesus como salvador, e outros reconciliaram com Cristo. E certamente, podemos dizer até aqui nos ajudou o Senhor.

Toda honra, toda glória e todo louvor seja dada ao Senhor Jesus, que vive e reina para sempre, pelos séculos dos séculos. Amém.



DESMOTIVAÇÃO ESPIRITUAL

“Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!
Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.” Apocalipse 3:15-16

INTRODUÇÃO:
O que leva um cristão a se desmotivar na vida cristã? Essa pergunta me intriga, pois vemos pessoas que possuem alguns anos professando a fé em Cristo, mas mesmo assim não passam de meros expectadores e consumidores da Palavra de Deus. 
Importa salientar que, não se trata daqueles que apostatarão da fé, conforme lemos em 1 Timóteo 4:1, não falamos dos que abandonaram a fé, mas de pessoas que amam ao Senhor, No entanto, por motivos diversos estão se encontram desmotivados, sem alegria. Lembremos que: “a alegria do Senhor é a vossa força” (Neemias 8:10).
Esse questionamento me fez refletir em como ajudar essas pessoas a recuperar aquele primeiro amor falado em Apocalipse. Temos que ser sinceros e muitas vezes reconhecer que estamos falhando ou usando os métodos inadequados para uma vida cristã sadia e frutífera. Vejamos a seguir alguns sintomas da desmotivação espiritual:

SINTOMAS DE DESMOTIVAÇÃO ESPIRITUAL:
1. Não lê mais a Bíblia, a pessoa acha que já leu o suficiente da Bíblia, já conhece bastante, já fez vários estudos, não vê a necessidade de ler a Bíblia, quando se dispõe a ler a leitura torna-se cansativa, chata, entediante, tudo chama a atenção, não consegue concluir a leitura. Quando a pessoa chega a esse nível percebemos que a Palavra já não faz parte da rotina diária dessa pessoa então os ensinamentos estão distantes da pessoa.
2. Não ora, a oração não faz parte da rotina diária dessa pessoa, só ora quando se sente constrangido na igreja e ainda sim não sente a presença de Deus, acha os momentos de oração entediante, fica pensando em outras coisas ou até mesmo reparando as outras pessoas no momento da oração;
3. Não sente vontade de ir para a Igreja: arranja qualquer desculpa para não ir para a igreja, seja dor de cabeça, indisposição, chuva, sereno, criança pequena, pais idosos enfim, todo tipo de desculpa e o interessante é que se sentem justificadas, mas não entendem que estão definhando, pois não se alimentam espiritualmente, ainda existem aquelas pessoas que estão fisicamente na igreja, porém como eu disse, somente fisicamente, a mente está longe e distante, o pensamento vagueando pelos grupos do whatsapp, pela internet, pelo facebook, não que eu sejamos contra essas ferramentas, mas a tudo temos que ter a sua devida hora;
4. A desmotivação contagia quem está perto: preste atenção nas atitudes e palavras de uma pessoa desmotivada, ela quer desmotivar as outras pessoas também... Elas perdem as esperanças de que pode melhorar, elas dizem logo: “Ah, isso não vai dar certo, já teve isso na igreja mas logo, logo vai acabar”, espero que em nome de Jesus você rejeite essa palavra de maldição, não receba essa palavra de desânimo. Ser otimista é diferente de ter fé, não confunda! Se Deus está nesse negócio, nada nem ninguém poderá impedir de acontecer. Portanto, se a sua liderança está apoiando e incentivando, se motive também a participar!
5. Comodismo espiritual: “Já tive experiências maravilhosas com Cristo, tenho um emprego, uma casa, uma boa saúde, um cônjuge, filhos, enfim estou satisfeito com a minha vida espiritual”, esse pode ser o discurso de uma pessoa cristã, mas devemos estar dispostos a ter mais de Deus, viver novas e constantes experiências com Deus, não ter medo de arriscar, pois a medida de buscamos mais e mais a nossa intimidade aumenta com Deus, imagine chegar ao ponto de Deus te arrebatar desta terra por não querer se separar de você? Que coisa maravilhosa!

COMBATENDO A DESMOTIVAÇÃO:
Para combater que a desmotivação ou a frieza espiritual nos bata a porta, vamos recorrer ao nosso manual de vida que é a Bíblia.
1. Criando hábitos saudáveis tanto para o espírito quanto para o corpo: existem pessoas que estão doentes fisicamente, logicamente não tem disposição para manter um hábito de leitura, por exemplo, importante fazer um check up e se certificar que você está bem fisicamente, depois de feito isso, criar uma rotina incluindo o hábito diário da leitura da Palavra. Não confunda, fazer devocional é diferente de meditação na Palavra na Bíblia, leitura de um ou dois versículos não pode substituir a sua leitura diária da Bíblia. Uma dica é ter planos de leitura diária da Bíblia, e sempre esteja com o coração aberto para que Deus fale com você através da Leitura da sua Palavra. Não importa quantas vezes você já leu essa ou aquela passagem, a Palavra se renova. Escolha um horário para ler a Bíblia, de preferência num horário onde você esteja sossegado, sem interrupções, o mesmo serve para a oração, como a Palavra nos diz: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente.
E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos.”
Mateus 6:6-7
2. Tomando uma decisão primeiramente na mente: Fixar na mente somente as coisas edificantes, não adianta alimentar a alma com coisas fúteis como: sentimentos de rancor, de mágoa, de tristeza, primeiramente temos que tomar uma decisão e a partir daí a atitude. “Pensai nas coisas que são de cima, e não nas que são da terra” Colossenses 3:2. Não espere sentir alguma coisa pra poder tomar uma decisão. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o conhecerá?” (Jeremias 17:9)
3. Cultive amizades que tenham a visão de reino: ou seja, esteja mais próximo de pessoas que estejam motivadas a realizar a obra do Senhor, pra que você não corra o risco de ser contaminado pelo desânimo, além do mais você amadurece com os ensinamentos que essas pessoas têm para passar. “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” 1 Coríntios 15:33

CONCLUSÃO:

Uma boa dose de sinceridade na auto-avaliação ajudam a diagnosticar quão desmotivado você está no seu relacionamento com Deus, faça uma auto-análise e busque uma mudança de quadro, até porque o Senhor não nos obriga a nada, como na Palavra nos diz: “Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo.” (Apocalipse 3:20)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

“IDE”

Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? e como crerão naquele de quem não ouviram? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas. (Romanos 10:13-15).

Todos sabemos que devemos pregar o evangelho, e que também, já fomos enviados (ordenados) pelo Senhor. Lemos em Marcos 16:15-16: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado”.
Na maioria das vezes, fazer algo para cumprir uma ordem não é nada motivador, não nos traz entusiasmos, no entanto, em relação ao evangelho da salvação é diferente, devemos cumprir o que nos foi ordenado por amor.

  Quem ama a Jesus verdadeiramente tem prazer em fazer o que nos foi ordenado.
Está escrito em João 15:12-14: O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que este, de dar alguém a sua vida pelos seus amigos.
Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando
.
Não há como dizer que amo as pessoas e deixar que caminhem para o inferno. O texto de Provérbios 24:11: “Livra os que estão sendo levados para a morte, E os que estão prestes a serem mortos, a esses detém”.

Devemos evangelizar porque sobre nós pesa esta obrigação.
Na primeira carta aos Coríntios 9:16-17, o Apostolo Paulo escreveu: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho! Porque, se prego de livre vontade, tenho recompensa; contudo, como prego por obrigação, estou simplesmente cumprindo uma incumbência a mim confiada.

Quem deve evangelizar? Somente os pastores e líderes? A quem foi comissionado o “Ide”?
Não podemos nos omitir desta obrigação, que também é um grande privilégio. É inaceitável a desculpa de que não sabemos evangelizar, e por isso não cumprimos o que nos foi ordenado pelo Senhor.
Todos conhecemos o texto chave da bíblia João 3:16, ele resume toda a pregação do evangelho. Deus amou a humanidade, pela morte na cruz Cristo pagou a minha e a sua dívida com o Pai, e gratuitamente, pela fé nos deu a salvação. Outros textos importantes: Romanos 3:23; 10:9-10.

Mesmo os mais novos na fé podem anunciar a Cristo. Tanto os mais antigos na fé, quanto os novos podem falar sobre o que Deus fez em sua vida. Entre outras formas temos: o testemunho pessoal; a entrega de um folheto; um presente como uma bíblia, um livro, um CD ou DVD; um texto via internet; ou até mesmo um convite a igreja. Exemplo: a mulher Samaritana (João 4:5-30).

Devemos pregar a palavra hoje, em tempo e fora de tempo. Na segunda carte de Paulo a Timóteo 4:2:Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Devemos falar de Jesus sempre, seja qual for a ocasião.

No evangelho de Mateus 25:34-40 a palavra de Deus nos alerta que naquele grande dia todos nos prestaremos conta da grande comissão: Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; Porque tive fome, e destes-me de comer; tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver. Então os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome, e te demos de comer? ou com sede, e te demos de beber? E quando te vimos estrangeiro, e te hospedamos? ou nu, e te vestimos? E quando te vimos enfermo, ou na prisão, e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes”.
Os hospitais, casas de recuperação, cadeias (presos provisórios), presídios (condenados), asilos, orfanatos são exemplo de lugares onde as pessoas estão mais abertas para ouvir o evangelho.

Por fim, o evangelho de Mateus 24:14 nos lembra que, também somos responsáveis pela volta do nosso Senhor: E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as nações, e então virá o fim.


Que Deus nos abençoe!

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

AS BÊNÇÃOS DO SENHOR DECORRENTES DA OBEDIÊNCIA E AS CONSEQUÊNCIAS DA DESOBEDIÊNCIA


               Introdução
A chave para alcançarmos as vitórias está na obediência aos mandamentos do Senhor. No livro Deuteronômio (28: 1-14) temos o seguinte: Se vocês obedecerem fielmente ao Senhor, ao seu Deus, e seguirem cuidadosamente todos os seus mandamentos que hoje lhes dou, o Senhor, o seu Deus, os colocará muito acima de todas as nações da terra. Todas estas bênçãos virão sobre vocês e os acompanharão, se vocês obedecerem ao Senhor, ao seu Deus: [...]”
Tantas são as bênçãos descritas decorrentes da obediência ao Senhor descritas na bíblia, porém é importante mencionar também que muitas são as consequências da desobediência a Deus, as quais estão mencionadas no mesmo capítulo 28 de Deuteronômio a partir v. 15: Entretanto, se vocês não obedecerem ao Senhor, ao seu Deus, e não seguirem cuidadosamente todos os seus mandamentos e decretos que hoje lhes dou, todas estas maldições cairão sobre vocês e os atingirão: [...]”.
As conquistas do povo de Deus estão estreitamente ligadas a obediência ao Senhor, não devemos ser ingênuos de pensar que as alcançaremos por nossa própria força, inteligência, experiência ou qualquer recurso humano, somente poderemos alcançar as vitórias e a benção de Deus pela obediência.

1.      A conquista da Cidade de Jericó.
Um exemplo de vitória alcançada decorrente da obediência é a conquista de Jericó. As escrituras sagradas nos relatam em Josué 6:2-5 que Deus entregou a cidade de Jericó nas mãos do povo de Israel:
“Então disse o Senhor a Josué: Olha, tenho dado na tua mão a Jericó, ao seu rei e aos seus homens valorosos. Vós, pois, todos os homens de guerra, rodeareis a cidade, cercando-a uma vez; assim fareis por seis dias. E sete sacerdotes levarão sete buzinas de chifres de carneiros adiante da arca, e no sétimo dia rodeareis a cidade sete vezes, e os sacerdotes tocarão as buzinas. E será que, tocando-se prolongadamente a buzina de carneiro, ouvindo vós o seu sonido, todo o povo gritará com grande brado; e o muro da cidade cairá abaixo, e o povo subirá por ele, cada um em frente”.

1.1. A obediência a ordem de Deus.
Josué tinha experiência em batalhas e conhecia estratégias de guerras, mas sabia que somente teria vitória mediante a submissão as ordens de Deus. E assim, fora feito exatamente como havia determinado o Senhor Deus.
Dessa maneira, tudo quanto havia em Jericó fora destruído e queimado, e foram mortos todos os homens, as mulheres, desde o mais novo ao mais idoso, assim como todos os animais, somente foram poupados a prostituta Raabe, sua família e seus pertences, conforme a promessa feita pelos espias que foram acolhidos por ela. Sendo preservados tão-somente a prata, e o ouro, e os vasos de metal e de ferro, conforme ordenara o Senhor, e esses foram levados para casa de Deus. (Josué 6:21-24).
Por mais louca que nos pareça a ordem de Deus, devemos segui-la, crendo que o Senhor tem sempre o melhor para nós, porque muitas vezes não compreendemos a vontade do Senhor, lembrando que os seus caminhos são mais altos do que os nossos caminhos, e os seus pensamentos mais altos do que os nossos pensamentos. (Isaías 55:9). E ainda que, conforme diz em 1 Coríntios 1:18: “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus”.
Josué obedeceu a Deus em todos os detalhes. E mais, levou consigo a arca da aliança, conforme fora instruído, ele sabia que jamais alcançariam a vitória se Deus não estivesse presente. Jamais teremos vitórias se não estivermos na presença de Deus.

1.2. Submissão as autoridades.
Deus ordenou a Josué que os sacerdotes marchassem à frente do povo, e assim se fez. Eles não foram colocados à frente do povo, por coincidência, mas porque eram autoridades constituídas por Deus.
Esse é um outro importante passo para alcançarmos as bênçãos de Deus, sermos submissos as autoridades no Senhor. Deus fala de várias maneiras e uma delas é por meio dos pastores, presbíteros e líderes, “aquele que tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às igrejas”. (Apocalipse 3:6)

2. A Rejeição de Saul, rei de Israel.
Da mesma forma que Deus havia dito a Josué, o Senhor ordenou ao Saul, deu-lhe uma ordem direta par que destruísse os amalequitas, matando homens, mulheres, crianças e animais, em suma, todo ser vivente. (1 Samuel 15:3).
Todavia, diferentemente de Josué, Saul não cumpriu a ordem de Deus por completo, visto que ele e o povo pouparam a Agague, rei dos amalequitas, bem como ao melhor das ovelhas, das vacas, dos cordeiros. (1 Samuel 15:9)
Mesmo que a intenção de Saul fosse boa aos seus olhos, pois intentou em seu coração oferecer em sacrifício o melhor dentre os animais, contudo, a ordem de Deus havia sido clara, e fora descumprida, por isso houve a consequência a destituição do trono de Israel. Em1 Samuel 15:22-23 lemos que:
Samuel, porém, respondeu: "Acaso tem o Senhor tanto prazer em holocaustos e em sacrifícios quanto em que se obedeça à sua palavra? A obediência é melhor do que o sacrifício, e a submissão é melhor do que a gordura de carneiros. Pois a rebeldia é como o pecado da feitiçaria, e a arrogância como o mal da idolatria. Assim como você rejeitou a palavra do Senhor, ele o rejeitou como rei".
Em outro momento Saul também havia contrariado a vontade de Deus, pensando que o profeta Samuel tardava, pois já o esperava a sete dias, e vendo que os soldados estavam se dispersando, ele mesmo ofereceu sacrifícios a Deus, pelo que foram reprovados por Deus, e por sua desobediência o Senhor levantou outro rei sobre Israel, um homem segundo o seu coração. (1 Samuel 13)

Conclusão
Muitas vezes acreditamos estar fazendo a vontade do Senhor, perdemos tempo e gastamos nossa energia em coisas que Deus não nos mandou fazer, e deixamos de fazer aquilo que o Senhor nos ordenou.

Por tal, para estarmos debaixo da benção de Deus, necessitamos incondicionalmente cumprir a vontade do Senhor, não podemos ser ouvintes e não praticantes da palavra (Tiago 1:22). É essencial que tenhamos a convicção da vontade de Deus para as nossas vidas, para isso precisamos estar em sintonia com o Senhor, pois a vontade dele para nós sempre será boa, agradável e perfeita. (Romanos 12:2)

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

AS RESPOSTAS DO SENHOR


O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHORPv16:1

Introdução: Quando oramos ou pedimos algo do Senhor sempre esperamos que a resposta seja “positiva” porém a resposta do Senhor nem sempre é favorável às nossas petições. O Senhor pode responder: positivamente, negativamente ou simplesmente dar o silêncio como resposta. A seguir vamos ver cada uma dessas respostas.
 Quando Deus responde positivamente: Veremos a seguir alguns exemplos de respostas positivas nas Escrituras:
a)        Filho à Ana – Ana era estéril e não podia ter filhos, mas ao se humilhar para o Senhor, o Senhor a honrou com o nascimento de Samuel. (1Sm1: 4-20);
b)        15 anos de vida ao Rei Ezequias: Deus já tinha contado os dias do Rei aqui na Terra, porém o Rei se humilhou e pediu que Deus mudasse seu decreto, Deus concedeu a ele mais 15 anos de vida. (2Rs 20:1-6);
c)        Isaque, o filho da promessa de Sara e Abraão: sendo Sara estéril e avançada em idade as probabilidade de Sara conceber se tornavam nulas.
d)        Elias quando orou pela chuva após um período de 3 anos e meio de seca. (1 Rs 18:41);
e)        Eliseu ao orar pela ressurreição do filho da sunamita. (2Rs 4: 8-36)
Quando não estamos preparados ou ainda quando esse pedido não nos fará bem, o próprio Senhor se encarrega de nos dar o silêncio para que entendamos de que ainda não é chegado o momento desse pedido ser atendido. “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito de Deus debaixo do céu” (Ec 3:1).
E finalmente quando Deus responde negativamente aos nossos pedidos. Vamos ver a seguir alguns homens que tiveram seu pedido rejeitado por Deus:
a)        Moisés: Teve seu pedido negado de entrar na Terra prometida, pois devido a sua desobediência, feriu a rocha para saciar a sede do povo diferente das instruções que o Senhor havia lhe dado. (Dt 3:26);
b)        Davi: Teve seu pedido negado, quando clamou pela vida do seu filho com Bate-Seba, infelizmente a criança veio a falecer. (2Sm 12: 14-16);
c)        Jeremias: teve seu pedido negado quando orou pelo povo de Israel (Jr 14:11), Deus estava muito triste pelas atitudes idólatras e perversas do povo, por isso Deus permitiu que o povo fosse levado cativo por 70 anos pelos babilônicos. (Jr 15:1);
d)        Paulo de Társis: teve seu pedido negado, não uma mas três vezes, o apóstolo possuía um “espinho na carne” (há várias teorias para esse “espinho” como problemas da visão, problemas estomacais, mas nenhuma tem comprovação científica), essa enfermidade lhe causaria extremo desconforto e poderia causar dor ao apóstolo, mas o Senhor não atendeu a petição de Paulo (2Co 12:7-8).
e)        Jesus: teve seu pedido negado quando o próprio messias se deu conta de tão dolorosa e importante missão aqui na terra. Quando Jesus foi orar ele fala: “Pai, se queres afasta de mim este cálice; todavia não se faça a minha vontade, mas a tua”. Lc 22: 42.
Na sua oração Jesus suplica ao seu Pai celestial que desistisse daquele plano de sacrifício pela humanidade, mas no final de sua oração Jesus emenda: “que seja feita a tua vontade e não a minha” Muitas vezes falamos da boca pra fora essa oração que o próprio Jesus fez, pois atitude de Jesus foi de obediência até o final.
Concluindo:
Às vezes, Deus vai responder negativamente as nossas orações porque é a melhor maneira dele nos abençoar. Diferente do que muitos anunciam hoje em dia, o “não” de Deus não significa, necessariamente, uma falta de fé ou pecado na vida de quem ora. Deus, às vezes, não quer responder positivamente, por assim dizer, porque ele tem coisas maiores para nós.
Apesar de que Moisés não entrou na terra prometida, ele teve a honra de falar face a face com Deus, antes de morrer pôde contemplar a terra prometida, assim também como Davi não teve seu pedido de livrar seu filho da morte, mas o seu segundo filho, Salomão foi o homem mais sábio que se tem conhecimento até hoje, da linhagem de Davi que nasceu o messias.
Tampouco Jeremias teve seu pedido de clemência atendido pelo Criador, mas o Senhor tirou o povo do cativeiro, restaurando a nação de Israel. O apóstolo Paulo teve seu pedido negado por três vezes, mas isso não abalou sua fé, tornando Paulo o primeiro missionário a levar o evangelho a outros povos, ele teve a honra de fundar as primeiras igrejas primitivas.
Jesus é o maior exemplo de obediência, pois Deus visava a salvação de toda a humanidade através do Sacrifício de Jesus na cruz. Jesus ressuscitou ao terceiro dia para a honra e a Glória do Deus todo poderoso.
Que possamos aceitar as respostas de Deus, seja positiva, negativa ou até mesmo através do silêncio, Deus fala conosco das mais diversas formas, inclusive através do silêncio, nós que não estamos sensíveis e atentos às respostas de Deus. Aleluia!!


segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Aprenda a ouvir a voz de Deus em meio a provação

Texto: 1 Reis 17:1-7
“Então Elias, o tesbita, dos moradores de Gileade, disse a Acabe: Vive o SENHOR Deus de Israel, perante cuja face estou, que nestes anos nem orvalho nem chuva haverá, senão segundo a minha palavra.
Depois veio a ele a palavra do Senhor, dizendo: Retira-te daqui, e vai para o oriente, e esconde-te junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão. E há de ser que beberás do ribeiro; e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem. Foi, pois, e fez conforme a palavra do Senhor; porque foi, e habitou junto ao ribeiro de Querite, que está diante do Jordão. E os corvos lhe traziam pão e carne pela manhã; como também pão e carne à noite; e bebia do ribeiro. E sucedeu que, passados dias, o ribeiro se secou, porque não tinha havido chuva na terra”.
Jeová Jireh: O Deus da minha provisão
Naquele tempo houve uma grande crise em Israel, falta de água, consequentemente de comida, e o pior de tudo, falta de referência ao Deus Eterno. Contudo, o Senhor guardou aqueles que o amavam, escondeu os seus profetas e os alimentou. Muitas vezes nos encontramos em tamanha provação, que não conseguimos enxergar o agir de Deus, isso porque focamos no problema e não em Deus.
Não sei qual a crise que você está enfrentando, se espiritual (falta de comunhão com Deus, frieza espiritual), emocional (perda de pessoas, relacionamentos rompidos), financeiro (portas fechadas, desemprego), ou ainda familiar (falta de harmonia no lar, filhos desobedientes, brigas constantes com seu cônjuge), solidão (depressão, medo, tristeza), enfim, saiba de uma coisa, Deus faz milagres no deserto. Está escrito “no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo (João 16:33).
Quando o ribeiro se secou Deus ordenou a Elias que fosse até a cidade de Serepta de Sidom, onde encontraria uma viúva que o sustentaria. (1 Reis 17:8-9). Chegando naquele lugar o profeta a encontrou pediu água e comida, ele sabia que a condição dela era crítica, mas também tinha a convicção de Deus se manifestaria com provisão a aquela viúva.
Aquela viúva que tinha apenas um pouco de óleo e farinha, atendeu a voz de Deus e serviu o profeta primeiro, fez uma bola para Elias, depois fez também para ela e seu filho, contudo, imaginava que seria sua última refeição antes de morrer.
Diz a palavra que após servir ao profeta ela prosperou de forma que a farinha da panela não se acabou, nem o azeite da botija, até que voltasse a chover e ainda por meio do profeta Elias Deus ressuscitou seu filho. (1 Reis 17:8-24).
Aqui está uma grande lição: as primícias são do Senhor. Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. (Mateus 6:33).
O autor do Livro “Transforme Crises em Milagres”, Pastor Donizete Rufino Pereira, nos apresenta uma interessante visão sobre o agir de Deus em meio a provação, “Deus vai nos ensinar ao entramos na crise, durante e depois que sairmos dela” (p. 25).

Restaurando o Altar do Senhor
Acabe foi pior que todos os reis que vieram antes dele, fez o que era mal aos olhos de Deus, construiu altares de adoração a Baal (1 Reis 16: 29-33). Acabe foi rei de Israel por 22 anos (aproximadamente entre 878 AC a 876 AC), casou-se com Jezabel, filha de Etbalal, rei dos Sidônios.
Depois de três anos sem chuva Deus ordenou a Elias que novamente encontrasse Acabe. As escrituras nos dizem que: “E sucedeu que, vendo Acabe a Elias, disse-lhe: És tu o perturbador de Israel? Então disse ele: Eu não tenho perturbado a Israel, mas tu e a casa de teu pai, porque deixastes os mandamentos do Senhor, e seguistes a Baalim”. (1 Reis 18:17-18)
Acabe há tempos queria encontrar Elias para que a voltasse a chover, ele assim como muitas pessoas querem apenas a benção, mas não o Senhor da benção. O altar de Deus estava quebrado, por isso, toda Israel que também se desviara dos caminhos de Deus fora afligida com a seca. Importante ressaltar as seguintes palavras: “não há resposta do Senhor sem restauração da comunhão com Ele (PEREIRA, DONIZETE. P. 55)
No livro de 1 Reis 18:20- 40 relata que a pedido de Elias se reuniram no Monte Carmelo todo o povo de Israel, também os quatrocentos e cinquenta profetas de Ball, além dos quatrocentos profetas de Asera, que comiam a mesa de Jezabel. E que o profeta de Deus desafio aos profetas de Baal, para que oferecem um bezerro, e aquele deus que respondesse com fogo para consumir o sacrifício seria o Deus verdadeiro. Somente um respondeu, o Deus de Israel, o Senhor dos Exércitos, o único e verdadeiro Deus. O que mais impressiona é que somente depois de Deus mandar fogo do céu, o povo se voltou para Ele.
Então disse Elias a Acabe: Sobe, come e bebe, porque há ruído de uma abundante chuva”. (1 Reis 18:41).
Um homem sujeito às mesmas paixões que nós
A palavra do Senhor nos diz na Carta de Tiago, 5:17-18, que:Elias era homem sujeito às mesmas paixões que nós e, orando, pediu que não chovesse e, por três anos e seis meses, não choveu sobre a terra. E orou outra vez, e o céu deu chuva, e a terra produziu o seu fruto”.
Interessante a palavra de Tiago, inspirado pelo Espírito Santo de Deus, ao dizer que “Elias era um homem sujeito as mesmas paixões que nós”, não é por sermos filhos de Deus que não somos afligidos, somos acima de tudo, homens sujeitos as paixões.
Vale ressaltar que mesmo após a menção do Senhor, nossa fé continuará sendo colocada à prova, em 1 Reis 19:1-2 lemos que: “E Acabe fez saber a Jezabel tudo quanto Elias havia feito, e como totalmente matara todos os profetas à espada. Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim me façam os deuses, e outro tanto, se de certo amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles”.
Elias ficou aterrorizado, mesmo depois de ter visto milagres operados pelo Senhor através da sua vida, tendo por sua oração cessada a chuva por três anos e seis meses, e depois disso voltado a chover também a seu pedido, a provisão de Deus e a ressurreição em Serepta, viu o fogo do céu consumir o sacrifício, e agora estava com medo de uma mulher e se escondeu em uma caverna. (1 Reis 19:9). “A caverna nos priva da visão do que Deus está fazendo de bom, nos impede de ver o seu agir” (PEREIRA, DONIZETE. P. 55).
As vezes esperamos ouvir a voz de Deus em uma ventania, em um terremoto, ou ainda por meio do fogo, diferente disso, Deus quer falar com você por meio de uma brisa suave, aprenda a ouvir a voz de Deus em meio a provação.

Que o Senhor nos abençoe!